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Em
2003, pela primeira vez se implementa uma política de cotas para
afrodescendentes no processo de seleção de uma universidade
pública, a UERJ - Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A associação
de estabelecimentos de ensino privado entra na justiça com uma
Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a medida. Várias
entidades da sociedade civil se associam à defesa da UERJ, na qualidade
de Amicus Curiae (amigos da corte), contestando a tese da inconstitucionalidade
da ação afirmativa. O IPEAFRO é a primeira a aderir
a essa ação, levada à frente por iniciativa dos advogados
Humberto Adami, Luiz Fernando, Sérgio Abreu e outros juristas afrodescendentes.
Cria-se, em 2003, o Grupo Internacional de Afinidade com as Ações Afirmativas, que se reúne no Brasil, no Uruguay e nos Estados Unidos. Também em 2003, por iniciativa do mesmo grupo de advogados, a Federação Nacional dos Advogados entra com pedido de instauração de 28 representações ao Ministério Público do Trabalho para apurar a desigualdade racial no mercado de trabalho. Várias entidades do movimento negro, inclusive o IPEAFRO, novamente aderem à ação na qualidade de Amicus Curiae. Quando cinco nigerianos e liberianos clandestinos, a bordo de um navio, pedem hábeas corpus e refúgio no Brasil, Abdias Nascimento, o IPEAFRO, e outras lideranças e entidades do movimento negro aderem ao processo como Amicus Curiae. Mais uma vez, o processo é levado à frente pelo Dr. Humberto Adami e outros juristas afrodescendentes. http://www.adami.adv.br/relacoesraciais.asp
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